Espaço Lúdico

MAYCON CASSIMIRO OLIVEIRA

Fecho os meus olhos e me remeto a um passado encantado, posso sentir seu cheiro, um cheiro de doce, de chuva, de bolo quente saindo do forno, de terra, cheiros que se misturam em um só, o cheiro bom da minha inesquecível infância….

Era uma época realmente mágica em que eu acreditava em Papai Noel o que tornava meu Natal ainda mais colorido, acreditava em conto de fadas, tinha amigos imaginários, brincava livre pela rua….

Tinha brincadeiras em grupo como: Pega-Pega, pique – esconde,  seu mestre mandou.

Brincava com brinquedos construídos por nos mesmo que foi ensinado pelo meu pai e avó: Pipa, carrinho de lata (feito com uma lata de Nescau ou neston e puxado por um barbante) , carrinho de caxeta (carrinho construído com madeira para carregar materiais).

Futebol no campinho da rua e na praia, voleibol na casa do amigo.

Adorava a Brincadeira de enganar as pessoas que passavam na rua com uma carteira amarrada em um barbante.

Brincávamos de máscara no carnaval.

Era fã dos seriados do Jaspion e jiraia.

A infância passou, mas o espírito infantil ainda está dentro de minha alma.

  • In: Poesia
  • Comentários desativados em Jogos e Brinquedos da Cultura Popular

BRINCADEIRAS DA INFÂNCIA…

(BRINCAR É SÉRIO)

Onde está a amarelinha?
pulávamos sem nos cansar…
um pé daqui outro acolá…
joga a pedra pra frente,
pro alto são cinco Marias
se une a uma, a duas, a três…
Corre a criança da mamãe da rua,
de um pé só e o equilíbrio
continua…
E dentro do garrafão, tanta alegria…
mal sabia ela que da garrafa
também correria…
Corre criançada,
olha o paredão
corre molecada
lá vem o cascudão…
Guardei estas latinhas
para andar…
fico equilibrando,
treinando pra na vida
não tropeçar…vou tentando…
Estes três pauzinhos,
formam a casinha,
quantas vezes tomei conta
para a bola não derrubar…
com o taco na mão,
esquecia da vida
corria cruzava o taco
e marcava as vitórias…
Perdia no triângulo,
na bulica
e no cruzo das pipas…
e até os quinze anos,
no meio da rua
jogava futebol…
As bonecas
sempre alimentadas
de banho tomado, dormiam…
E eu assim levada,
menina peralta,
corria o mundo a brincar…
Na perna de pau
cada dia mais alta
eu caminhava…
no rolimã eu corria,
não fazia a curva
e machucava…
Pique pega, de esconder,
pique bandeira…
tanta vida pra viver…
só brincadeira…
mal sabe a criança
que ao crescer
é cobrada…
e fica só a lembrança
da infância,
quando brincada!…
Então pula a corda
para aprender a pular
e na margem, na borda
do rio… vamos nadar?…
Aqui não mais cabe
falar dos amigos
os “imaginários”…
aqueles que sempre
apareciam para brincar…
nem falar dos animais
de estimação
foram tantos
não dá pra citar
no universo da minha infância,
treinava o que sou…
Rita Reikki


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